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terça-feira, 15 de novembro de 2011

A HONESTIDADE PESSOAL

A HONESTIDADE PESSOAL
Neste artigo, refletindo traz o tema da honestidade pessoal. E vamos nos fundamentar nas Sagradas escrituras, pois nela encontramos ensinamentos referentes ao caráter, conduta e procedimento do cristão para com Deus e a sociedade humana. Há na existência humana coisas essências para a sobrevivência, entre elas a alimentação, o exercício físico e mental, saúde, instrução, educação e o crescimento normal da pessoa. Sem essas coisas a vida fica tolhida no seu desenvolvimento. Mas, ainda existem coisas bem maiores, aquelas de natureza moral e espiritual, que aperfeiçoam a vivência terrena do indivíduo no cotidiano. E dentre elas escolhemos a honestidade pessoal para nossa reflexão, pois sem a honestidade, não se vive bem com o próximo, entre os homem haverá lutas, sofrimentos, desprestígios e uma sociedade fracassada.
A bíblia está cheia de verdades em torno dessa qualidade do caráter humano, especialmente para nós cristãos. Lembremos que primeira sepultura da raça humana foi inaugurada por um homem – Adão - que agiu com desonestidade contra Deus. O pecado de Adão foi um ato de desonestidade, ele faltou com a probidade e a honra devida ao seu Criador, por isso pecou e tornou-se mísero mortal. Um casal chamado Ananias e Safira, também morreram por que foram desonestos com o Projeto de Deus e com a sua comunidade. (At 5, 1-4). Deus sempre fez e faz questão que no seu projeto participe pessoas honestas, decentes, corretas, justas e sãs. Veja o caso do patriarca Abraão, foi escolhido como homem bom, foi chamado amigo de Deus (Tg 2,23), pois sempre foi honesto. O salmo 23, (24) retrata a qualidade do cidadão participante do Reino de Deus, como um homem de mãos limpas, coração puro, não é enganador, e que cumpre a palavra empenhada. São pessoas que se relacionam com Deus, buscam intimidade com Ele, buscam a presença de Deus. Lembremos que Judas se desgraçou pela desonestidade e falsidade no seu trato com Jesus e os outros discípulos.
Precisamos nesse País de homens honrados, temos bastante, mas precisamos de muito mais! Vivemos dentro de uma crise em nosso País, e ela não é outra senão uma crise de caráter, a falta de homens e mulheres de bem, pessoas decentes e honradas. Notem que nas ultima décadas com a democratização da sociedade brasileira, acontece desvios de toda ordem, verdadeiros indicadores de irresponsabilidades, má gestão financeira de municípios, Estados, Distrito Federal e da própria União, tudo isso passou a fazer parte do noticiário. Nesse contexto, o assistimos perplexos e indignados, as denúncias sobre corrupção, desvios de bens ou de verbas públicas, fraudes em processos de licitação, superfaturamento de obras ou serviços, uso eleitoreiro de obras, que, ao longo dos anos, permanecem inacabadas, publicidade oficial para promoção pessoal, clientelismo na contratação de servidores sem concurso; em síntese, uma série de práticas delituosas que objetivam o enriquecimento ilícito de alguns, à custa do erário público... Fatos que estão aí, e que precisam ser mudado, numa nação que se diz cristã. E a mudança dessas situações no País passa por nós cristãos, no trato honesto com as coisas que nos fora confiado, seja ela de grande ou pequeno porte. Por nossa condição de filhos e filhas de Deus, devemos ser bons exemplos de honestidade pessoal.
Moralmente a honestidade é uma qualidade do nosso caráter e da nossa conduta. É a prática da retidão em tudo aquilo que fazemos, com decoro, modéstia, pudor, probidade, honradez, recato, dignidade, decência; é a maneira de alguém portar-se com honra e justiça, num irrepreensível modo de viver. Quando dizemos que somos honrados é porque em nós a honestidade está por inteira, manifestando-se em nossos atos, pensamentos e intuitos verdadeiros e corretos.
Biblicamente temos muitas explicações do sentido da honestidade e do ser honesto. Um texto que nos leva a essa reflexão é o de Paulo Aos Filipenses, capítulo 4,8-9, ele nos apresenta uma boa fórmula da probidade e da honestidade para nós cristãos, dizendo: “...tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos.”... Eis aqui a honestidade em resumo. Aqui temos oito ingredientes simples, claros, que toda gente decente aprecia, eles são a essência do ser honesto.
A honestidade é resultado da nossa vida nova, pois o homem novo procura andar na justiça e retidão, que provém da verdade que o faz fugir de toda e qualquer malícia. A honestidade pessoal é efeito da nossa busca diária de santificação, pois fomos chamados por Deus para uma vida digna, mansa, humilde e boa. É ainda andar na luz, como de dia, fugindo das trevas, do erro, do mal da falsidade, da hipocrisia; eis o que é ser honesto.
A desonestidade traz tristes consequências às pessoas que as praticam, pois elas acabam sendo conhecidas dos demais, e desprezadas com evidente nojo pelos pares. Tornando aquilo que é o velho homem: “corrompido pelas concupiscências enganadoras” (Ef 4,22b). A prática da desonestidade cria em seus adeptos a irresistível inclinação criminosa para todas as fraudes, falsidades, mentiras, métodos de iludir e trapacear de todas as formas. Paulo fala sobre essa prática em Efésios 4, 23-32, advertindo o desonesto que não trabalha, o que se ira, que vive com a boca suja de palavras impuras e indignas, que vive em aliança com o diabo, que entristece o Espírito Santo, que vive trazendo aflições e azedumes aos outros, enfim, não honram o nome de filhos de Deus. Assim diz o Senhor Deus pelo profeta a estes tipos: “...não esquecerei jamais nenhum de seus atos”. (Amós 8,7). Lembremos que não fica sem julgamento e sem peso na balança do céu, nenhuma das ações desonestas do homem. Vale a pena pensar nisso agora, e evitar tão terrível condição de julgamento futuro!
Para finalizar, diremos que o cristão, como “sal da terra e luz do mundo”, (Mt, 5,13) tem dificuldade em se movimentar num mundo em que os valores morais estão invertidos. Entretanto, tem a vantagem de não adotar como referencial ético o comportamento da sociedade sem Deus. Enquanto os referenciais do mundo são perigosos, instáveis e mutantes, ao sabor do tempo e do lugar, o referencial infalível do cristão é a Palavra de Deus; ela é lâmpada para os pés e luz para o caminho (cf.Sl 119, 105). Assim, o cristão fiel a Deus não só deve fazer diferença, mas seu comportamento honesto deve ser referencial para a sociedade atual. É grande a nossa responsabilidade, perante Deus, a Igreja e o mundo.
Paz e bem!
Diac. Misael da Silva Cesarino

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