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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

É POSSÍVEL VIVER SANTIDADE NA POLÍTICA!

É POSSÍVEL VIVER SANTIDADE NA POLÍTICA!

Caros leitores e eleitores, “Refletindo...” volta novamente ao assunto sobre a política, até porque já estamos em plena campanha eleitoral para as prefeituras municipais das grandes e pequenas cidades – municípios.  É um tempo de refletir é tomar decisão consciente, porque ela implicará no destino dos municípios pelo menos por quatro anos. Mas, ao meu entender não basta só os eleitores tomar as devidas cautelas para uma decisão “acertada”, é preciso que os que se apresentam como candidatos a prefeitos ou vereadores sejam pessoas íntegras.
Fiquem atentos os incautos para o fato de que, não se fica um homem ou mulher qualificado, isto é “bonzinho, santo, cheios de virtudes franciscanas, vicentinas, carismáticas, etc.” de hora para outra. Santidade é uma vida centrada diariamente em cristo. Também, não se fica um católico ou evangélico qualificado, isto é convertido só no período eleitoral. O que observamos é nessa época de eleição um corre-corre as igrejas de indivíduos que durante suas vidas viveram como se elas – igrejas - não existissem e agora se apresentam com “cara de anjos”, para sensibilizar os fiéis. Os famosos convertidos da santa eleição.
A santidade trata-se da separação e renúncia daquilo que é impuro, mau e profano, desonesto, pecaminoso dedicando-se a uma vida de devoção e consagração à Deus. Para nós cristãos, viver uma vida de santidade significa abdicar de práticas consideradas abomináveis diante de Deus, e comprometendo-se com tudo aquilo que e tido como "santo", isto é, no sentido de ser honesto, limpo, louvável, correto, benigno e etc. Uma grande maioria dos nossos candidatos precisam se qualificar nesse sentido, como seres humanos bons, honestos e morais. Precisam buscar na fé vivida seja através do cristianismo ou de outras religiões encontrar Deus, e com Ele viver seu dia a dia, pois o homem que não vive comunhão com Deus e não o carrega no coração vira “bicho”. E bicho meus amados, vive segundo seus instintos animalescos. Aliás, os políticos não precisam ser “santos”, mas precisam ser humanos, filantropos, precisam cultivar a caridade no coração, pois ela é a única virtude que carregamos para a eternidade.

Quero lembrar aos nossos candidatos que, existe na Igreja um santo, proclamado Padroeiro dos Governantes e dos Políticos que soube testemunhar até ao martírio a dignidade inalienável da consciência. Dele emana uma mensagem que atravessa os séculos e que fala aos homens e mulheres de todos os tempos dessa dignidade da consciência que deve permear a vida dos nossos governantes e políticos. Esse santo é chamado de São Tomaz Moro, que chegou a pensar em ser um religioso vivendo por quatro anos num mosteiro, mas desistiu. Aos vinte e dois anos, já era doutor em direto e um brilhante professor. Como não tinha dinheiro sua diversão era escrever e ler bons livros. Além de intelectual brilhante tinha uma personalidade muito simpática, um excelente bom humor e uma devoção cristã arrebatadora. Como eu disse anteriormente, ele tentou tornar-se um religioso “franciscano”, mas sentiu que não era o seu caminho. Então, decidiu pela vocação do matrimônio. Casou-se, teve quatro filhos, foi um excelente esposo e pai, carinhoso e presente. Mas sua vocação ia além, ela estava na política e na literatura. 
No ano de 1529, Tomás Moro era o chanceler do Parlamento da Inglaterra e o soberano era o rei Henrique VIII. Mesmo entranhado no poder real Tomás Moro nunca se afastou dos pobres e necessitados, ele regularmente os visitava para melhor atender suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais, mas também de pessoas humildes, preferindo a estes mais que aos ricos. Ele evitava a todo custo o envolvimento com a vida sofisticada e mundana da corte. Era muito admirado e amado por sua esposa e seus filhos, pelo caráter, pela honestidade e pelo bom humor, que lhe era peculiar em qualquer situação. Ao longo de toda a sua vida, foi um marido e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e intelectual dos filhos.

Ele foi martirizado no meio de uma grande controvérsia, quando o rei Henrique VIII tentou desfazer seu legítimo matrimônio com a rainha Catarina de Aragão, para casar-se com a cortesã Ana Bolena. Isso envolveu a Igreja, a Inglaterra e boa parte do mundo, fato que contrariou todas as leis da Igreja que se baseiam no Evangelho e que reconhece a indissolubilidade do matrimônio. E para fazer a vontade do rei, o Parlamento Inglês curvou-se e publicou um documento tido como “Ato de Supremacia”, que proclamava o rei e seus sucessores como chefes temporais da Igreja da Inglaterra. Diante disso, o rei mandou prender e matar todos seus opositores. Entre eles estavam o chanceler Tomás Moro e o bispo católico João Fisher, as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás, que não aceitou o pedido de sua família para renegar a religião católica, sua fé e, ainda, fugir da Inglaterra. Morreram por não concordar com os “conchavos da corte” e manter a dignidade das suas consciências.  Ambos foram canonizados na mesma cerimônia pelo papa Pio XI, em 1935, que indicou o dia 22 de junho para a festa de ambos, e o saudoso papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More “Padroeiro dos Políticos”. Portanto senhores candidatos, exemplos e testemunhos de coerência política e dignidade de consciência há, basta segui-la.

Lembrem-se senhores candidatos, quando o homem ou a mulher prestam ouvidos aos apelos da verdade, sua consciência será guiada com segurança e consequentemente os seus atos são norteados para o bem. É precisamente por causa do testemunho de vida que evoquei nesta reflexão São Tomás Moro, (nome sugestivo nesse tempo da Lava Jato) que derramou o seu sangue em favor da verdade sobre o poder e os conchavos na corte. Ele deve ser para os que pleiteiam cargos político um exemplo imperecível de coerência ética e moral diante do sofrimento do nosso querido povo. Mesmo que não seja você cristão, ainda que esteja fora da Igreja católica, mas que se sente chamado a guiar o destino da nossa cidade faça da sua vida uma fonte de inspiração, para que tenhamos uma política que visa não as benesses dos seus mandatários, mas tenha como termo o serviço da dignidade da pessoa humana.
Portanto, é possível viver santidade na política!
Paz e bem!
Diác. Misael da Silva Cesarino