Caros amigos e amigas!
Nós os cristãos católicos, somos convidados à aprofundar nosso conhecimento sobre a pessoa de Jesus Cristo, através da leitura das Sagradas Escrituras. Pois, ela tem por objetivo nos capacitar e indicar a direção para um verdadeiro encontro com a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Quem deixa se encontrar por Jesus, encontra uma grade tesouro, encontra um caminho de vida plena, encontra um Bom Pastor, encontra uma fonte de água viva, encontra a certeza de vencer as tentações, encontra a paz no coração, encontra vitória sobre o mal, encontra força e alegria para viver, encontra a certeza de vida eterna.
Amados(as) a Igreja nos oferece como fonte de nutrição para nossa vida espiritual a “Palavra de Deus” e a “Santa Eucaristia”, isto é, o partir do Pão e a escuta da Palavra. A Palavra de Deus e o partir do Pão são os caminhos para santificação diária do cristão católico, são caminhos para nossa conformação a “santidade de Deus” “A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque Eu Sou Santo” (1 Pedro 1, 15-16).
Amados, essa grande e desafiadora aventura já começou em nossas vidas, quando Jesus disse: “...Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10,10). Vida em abundância é vida em Deus, é vida vivida em Jesus Cristo. É vida nova, vida venturosa, que começou quando eu e você nos permitimos ser amados por Deus e aceitamos o seu Plano de Salvação para nossa vida. Foi quando descobrimos que éramos pecadores e que estávamos separados de Deus e não tínhamos comunhão espiritual com Ele, não participávamos e não sentíamos em plenitude seu amor por nós.
Mas, quando Jesus passou a ser o único caminho para que pudéssemos chegar a Deus, e através dele experimentar o Amor de Deus e seu Plano de Salvação para nossa vida, tudo mudou. E, hoje agradecemos à Deus por Cristo estar presente em nossa vida e principalmente porque Ele prometeu que jamais nos abandonará “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mateus 28,20).
Portanto, digamos hoje e sempre que Jesus é o Senhor da nossa vida, porque Deus afirmou na sua Palavra, que Jesus estará em nossas vida. “...se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo” (Apocalipse 3,20), essa é uma promessa de Deus para que nós vivamos confiantes em nossa “vida em Cristo”. Vivamos então, uma vida centrada na Palavra de Deus e no Pão vivo que desceu do céu. Amém!
Tenha um dia frutuoso e abençoado com Paz e bênçãos do Senhor!
Diác. Misael
Postagens populares
-
Nesses meus vinte e um anos de ministério pastoral como diácono, tenho convivido muito de perto com as comunidades, e consequentemente conh...
-
A sagrada escritura, enquanto divinamente inspirada por Deus, é um livro em que cujo contexto, encontramos muitos assuntos importantes para...
-
Hoje quero falar do poder de Deus na vida do cristão e da submissão incondicional a Ele . Não sei se o irmão (a) leitor (a) já percebeu, qu...
-
Quando a Igreja nos convida a sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo, no âmago deste convite está o nosso encontro com uma pessoa...
-
É POSSÍVEL VIVER SANTIDADE NA POLÍTICA! Caros leitores e eleitores, “Refletindo...” volta novamente ao assunto sobre a política, até ...
-
A HONESTIDADE PESSOAL Neste artigo, refletindo traz o tema da honestidade pessoal . E vamos nos fundamentar nas Sagradas escrituras, pois n...
-
Ingratidão é o comportamento humano de não reconhecer o bem que alguém nos fez. Pois, uma pessoa ingrata não valoriza as bênçãos, isto é,...
-
COORDENAR É UMA TAREFA DIFÍCIL! Na Igreja de Jesus, todos os membros são fundamentalmente iguais em dignidade , distinguindo-se entre s...
-
Meus estimados amigos e caros irmãos em Cristo, Natal do Senhor é um momento santo, doce e cheio de significado para as nossas vidas. É tem...
-
Voltando ao tema do fruto do Espírito na vida cristão, podemos dizer que, quando o cristão está buscando a plenitude do Espírito em sua vid...
sábado, 25 de abril de 2020
sexta-feira, 8 de junho de 2018
O Templo, falsos profetas e os políticos
Acredito que a missão do batizado e
quando falo batizados, falo de homens e mulheres que colocaram suas vidas a serviço
do Reino de Deus não para viver como serviçais das políticas mentirosas que
grassam nosso País ou melhor nossa sociedade. Estar travestido de cristão e
ostentar um bandeira política não significa necessariamente que tais pessoas
sejam testemunhas do Evangelho.
O Deus de certos cristãos midiáticos,
histéricos e de milhares de outros que lamentavelmente a nossa televisão mostra
diuturnamente é o dinheiro, e o ritual que adotam para suas vidas é o mesmo do
capitalismo selvagem, exploram, são autoritários, manipuladores, bajuladores, massacram
e roubam o povo. Tudo que esses falsos profetas querem é o poder e os meios para
se enriquecerem mais e mais. Eles são apoiadores daqueles que venderam a alma
para diabo, só para manter-se beneficiários do poder.
Essa gente superficial, irresponsável
e traidora da Cruz e do Evangelho de Cristo, segue o modelo dos vendedores do
templo contra quem Jesus se insurgiu com chicotadas. Jesus condenou o sistema escravocrata
operante da época, onde os poderosos vendilhões do templo arrebentavam pessoas
ignorantes, escravizando-as financeiramente com apoio da religião. Esses vendilhões
continuam atuantes na política escravocrata atual com aval de “falsos pastores”,
basta ver a “cara” deles na mídia com seus programas religiosos. Hoje, Jesus
precisaria um “pau de arara” para chicotear essa raça, já que a “turba” e muito
grande.
Esses que se intitulam pastores e são
apoiadores de políticos corruptos, a meu ver são escoriais da sociedade cristã,
sua permissividade é prejudicial a tudo que os
verdadeiros cristãos seguidores do Evangelho de Jesus tem como “projeto de
libertação” dos pobres. O que estes homens dizem e fazem, anda na contramão do
verdadeiro cristianismo, porque traem a essência do que Jesus ensinou e que está
representada no “amor e na cruz” e não em tronos e privilégios de políticos frutos
da corrupção e do roubo que tira a saúde, a educação, a segurança e a dignidade
do povo. Ai de vós...falsos profetas e políticos!
Diác. Misael da Silva Cesarino - 08/06/2018
domingo, 17 de dezembro de 2017
NOSSO DESAFIO ECLESIAL HOJE
O nosso maior desafio
enquanto Igreja nos dias de hoje, não
está no mundo exterior, mas sim dentro da própria Igreja, é viver o
Evangelho de Jesus de tal forma que ele se torne uma mensagem atraente para as
crianças, jovens e idosos. Enfim para os homens e para as mulheres do nosso
tempo. Só que essa mensagem tem que ser autêntica, fiel a doutrina e responder
as interrogações do mundo de hoje. Essa
mensagem tem ser acreditável, pelo anúncio explícito do Evangelho vivido e
testemunhado.
Penso que, se ainda não
somos convincentes, cativantes em nossas ações evangelizadoras, é porque ainda
existe muito amadorismo em relação à formação e preparação dos nossos fiéis, em
especial com as lideranças, que desembocam em “graves conflitos, muitas discórdias, divisões, apegos aos cargos,
servilismos, acúmulo de responsabilidades, etc.” (Doc 105 CNBB, 47); e
ainda “a necessidade de superação do
analfabetismo bíblico, a preocupação com os afastados, a saída da zona de
conforto, a qualidade das nossas reuniões, a necessidade de mais transparência
na administração das finanças” (cf. Doc 105, CNBB 49).
O sábio Papa Francisco com
seus olhos de águia, no seu discurso à Cúria Romana, em 23 de dezembro de 2014,
elencou quinze doenças que estão presentes em nossas instituições eclesiástica,
inclusive nos conselhos de pastorais. Replico aqui o texto do Doc 105 CNBB. 48,
que diz: “o sentir-se imortal, imune ou
até mesmo indispensável; o martilismo (que vem de Marta); o emperdimento mental
e espiritual; a planificação excessiva e o funcionalismo, a má coordenação; o
Alzheimer espiritual; a rivalidade e a vanglória, a esquizofrenia existencial;
a bisbilhotice, murmurações e mexericos; a divinização dos chefes; a
indiferença para com os outros, a cara de fúnebre; o acúmulo; os círculos
fechados; o proveito mundano, os exibicionismos. Esses também são males -desafios- à serem vencidos.
O Papa avança nos seus
ensinamentos criticando o neopelagianismo[i] eclesiástico,
dando exemplos concretos como o: “carreirismo,
clericalismo, gnosticismo, elitismo, tradicionalismo e outros”. Ele refere
também “à idolatria do mercado, à
centralidade do dinheiro, ao apego ao poder”. Males estes que afetam o
mundo e as suas práticas, recusando cada vez mais a ação gratuita de Deus; mas
que também está presente na igreja.
Muitas vezes se age como simples funcionários e burocratas da instituição
eclesial, confia-se demais nas forças e cálculos, atua-se como agentes de uma
empresa, uma ONG, uma agência de serviços (cf.Doc 105 CNBB, 50.
Estes desafios eclesiais só
serão vencidos, e o Evangelho se tornará uma mensagem atraente para as
crianças, jovens, idosos, enfim para os homens e para as mulheres do nosso
tempo, se: clérigos, cristãos leigos e leigas forem “Sal e luz do mundo” (Mt 5.13-14), “se sairmos de nós mesmos, para iluminar, doar-se, dar sabor e
dissolver em prol do Evangelho, pois nem o sal, nem a luz, nem a igreja e
nenhum cristão vive para si mesmo” (cf. Doc 105 CNBB, 13).
Enfim, se a Igreja, isto é,
cada um de nós, clérigos, leigos e leiga quisermos evangelizar, devemos renovar-se
permanentemente, buscando incessantemente nossa conversão (cf. EN 10) e
começando a evangelizar-se a si mesmo (cf. EN 15). Diz o Papa Francisco, que é
preciso tomar cuidado com o “mundanismo
espiritual” que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até
mesmo de amor à Igreja e busca, em vez da glória de Senhor, a glória humana e o
bem-estar pessoal” (cf. Doc 105 CNBB, 83), preciso buscar incessantemente a
“conversão pessoal e pastoral”.
Pois, só assim, ajudaremos “os membros
da Igreja a se encontrar sempre com Cristo, e assim reconhecer, acolher,
interiorizar e desenvolver a experiência e os valores que constituem a
identidade e missão cristã no mundo” (cf. DAp. 279).
Paz
e bem!
Diác.
Misael da Silva Cesarino
[i] O pelagianismo, proveniente da doutrina de
Pelágio, no final do século IV, ensina que o ser humano tudo pode, tudo faz,
tudo consegue, sem precisar da graça de Deus.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
A INGRATIDÃO NO COTIDIANO
Ingratidão é
o comportamento humano de não reconhecer o bem que alguém nos fez. Pois, uma
pessoa ingrata não valoriza as bênçãos, isto é, os benefícios que recebeu e nem
agradece o benfeitor. Em vez disso, o ingrato só vê sempre os problemas e os
benefícios que não recebeu. A pessoa ingrata nunca está satisfeita.
A ingratidão
mostra o quanto o homem está longe de Deus, extraviando-se em seus vãos
pensamentos, obscurecendo seu coração e se levando pela insensatez. (cf. Rm
1,21). Pois, a ingratidão é filha da soberba e companheira da inveja. A
ingratidão, a soberba e a inveja são como três cachorros loucos que quando
mordem deixam feridas profundas e cicatrizes duradouras.
Essa praga
chamada ingratidão consiste em esquecer, desconhecer ou reconhecer mal os benefícios
recebidos, ela tem sua origem na insensibilidade, no orgulho e no interesse
próprio das pessoas. Podemos dizer que existem três classes de ingratos:
aqueles que silenciam diante do favor recebido; os que cobram e os que se
vigam. A atitude de ingratidão e sempre mostrada por aquelas pessoas que são
vazia e não tem nada de belo no coração para oferecer ao outro. Um coração
ingrato é fraco e nunca será feliz.
Pessoas que
retribuem com ingratidão um gesto de bondade, tem o coração e alma ferida pela
ruindade. Essas pessoas pensam que vão diminuir ou justificar a sua atitude de
ingratidão relembrando frequentemente os vícios ou defeitos dos seus
benfeitores, como diz o livro do Eclesiástico 29,22 “...o coração ingrato
abandona o seu libertador”. O pior erro
da pessoa ingrata e afastar-se das pessoas que mais se importam com ela. O
livro da Sabedoria 16,29, diz: “...a esperança do ingrato é como a geleira do
inverno, que se derramará como água inútil”.
E pasmem! A
ingratidão vinda de quem amamos dói muito mais do que uma surra do nosso maior
inimigo, pois dói na alma. Mas, aquele homem ou mulher que teve a coragem de
fazer o bem, tem que ter a sabedoria divina para suportar a dor da ingratidão.
Para isso, é necessário criar no coração, ou melhor no mais íntimo da nossa
alma o espírito da gratidão, pois ela enobrece a nossa alma e refina o nosso
caráter. Ela irá dar sentido ao nosso passado, trará a paz para o nosso hoje, e
nos dará a visão e percepção do como será o nosso amanhã. Portanto, é preciso que
sejamos gratos aos benefícios alcançados de Deus ou de outrem, pois a gratidão
é uma das maiores medidas do nosso caráter enquanto pessoa humana. Pois, uma
pessoa grata costuma ser humilde, fiel, companheira e amiga dos amigos.
Que Deus nos
de a graça de sermos mais agradecidos no dia-a-dia da nossa existência, pois
uma das marcas de um caráter forte é ter um sentimento de gratidão pelas
bênçãos e benefícios recebidos. Que esse espirito de mais
gratidão e menos ingratidão permeiem o cotidiano das nossas casas, das
nossas comunidades, das nossas pastorais, da nossa igreja, enfim todos os
ambientes do nosso convívio. Pois, não é tão difícil de cultivar o espírito de
gratidão.
Deus
abençoe cada um de vocês pela amizade e carinho.
domingo, 30 de outubro de 2016
OUTUBRO SE FINDA...MAS A MISSÃO CONTINUA.
Estamos
concluindo o Mês de outubro, mês de dedicado as missões. E a pergunta que faço é esta: “Acabou a Missão”? Pois é mais ou
menos assim que funciona o nosso agir eclesial. Temos uma campanha seja ela
qual for, e depois da Campanha vem o esfriamento pastoral.
Amados,
partindo do pressuposto de que o significado de missão no contexto bíblico,
inicia-se com a revelação do próprio Deus na história, logo percebemos que o
padrão para qualquer definição do nosso agir missionário deve ser compreendido
através da missão do próprio Deus: Uma missão
contínua! Vejam que tanto na antiga como na nova
aliança podemos aprender com os “modus
operandi” da missão divina com relação a salvação da humanidade, é válido
aprendermos com Ele próprio o significado da missão.
Primeiramente a missão é uma entrega pessoal. E isso, vemos desde da narrativa bíblica do
livro do Genesis, na natureza do amor de Deus, uma vez que, mesmo antes dEle
criar a luz, já existia no seu projeto a cruz sacrifical de Cristo em favor da
Salvação do gênero humano – “… o
cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” (Ap 13, 8). Este amor
altruísta de Deus está nos indicando o verdadeiro significado da consciência
missionária dos seus discípulos: a renúncia,
onde a importância e o significado do outro assume o lugar das nossas conveniências
e interesses pessoais – “... segundo o
exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e
sacrifício de agradável odor”.
(Ef 5,2)
A Missão é uma atitude de renúncia pessoal, enquanto que, a nossa entrega é um ato de
doação, a renúncia é a nossa a atitude de esvaziamento. A Sagrada Escritura declara que Jesus – “Sendo ele de condição divina, não
se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo
a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.” (Fl 2,6-7). Isso nos leva a concluir que, a missão segundo a vontade divina sempre
estará atrelada a atitude da renúncia, que significa deixar para conquistar, ou perder para ganhar, elucidando assim a
afirmação do Apóstolo Paulo que diz – “Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes;
indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos!” (2 Cor 6,10)
A Missão é o fruto essencial. Dentre os diversos pressupostos bíblicos relacionados
com a missão da igreja, é válido ponderar com algumas perguntas que certamente
ampliarão o alcance da nossa reflexão e conscientização – Tendo o cristão católicos ou não, consciência da relevância e
necessidade de se fazer missões, qual o motivo de muitos continuarem
indiferentes e apáticos com relação ao assunto?
Acredito
que possivelmente, uma das razões de termos católicos indiferentes e apáticos é pelo fato, de que, antes da
missão acontecer, primeiramente o “ser”
do discípulo missionário precisa acontecer, sendo ele forjado pelo Espirito no
caráter e sentimento de Jesus Cristo. Observem amados que, na descida do Espírito
Santo, o poder que os discípulos receberiam, seria para eles “ser” testemunhas, (Atos 1,8). De modo
que, a missão começa antes do “fazer”,
inicia-se primeiramente no “ser” do
discípulo.
Missão é trabalho factual, palpável. A missão de Jesus Cristo, não consistia em
esperar os pecadores se aproximarem Dele, mas antes, Ele o próprio Cristo tomava a iniciativa de ir até aos
necessitados. Observe que, o mandamento da grande missão ordenada por Ele é
– “… Ide por todo o mundo, pregai o
evangelho a toda criatura.” (Mc 16,15). O mandamento não diz “Esperai
por todo mundo e pregai”, mas antes, a ordem é “Ide e pregai”, afirmando
que a nossa missão eclesial é de natureza imperativa e ativa.
Resumindo, nesses tempos em que estamos vivendo, verificamos que o perfil
de sucesso espiritual de alguns cristãos católicos não está mais vinculado ao
ser um discípulo missionário, mas antes, em tornar-se um turista eclesial,
seguidores de personalidades, um sem pertença comunitária. O mês de outubro com
sua proposta de aguçar nossa consciência missionária está findando, mas urge a necessidade de resgatarmos
diariamente em nossas comunidades e fieis a consciência e a urgência da missão
da Igreja, tendo em conta que “cuidar
da casa comum é nossa missão”, missão daqueles que encontraram com Cristo.
Outubro se foi, mais a missão redentora da Igreja continua. Então usa-nos Senhor!
Nossos agradecimentos à todos missionários e
missionárias, que se dispuseram a doar uma parcela do seu tempos neste últimos
anos em nossa paroquia para a causa missionária. Deus abençoe a todos!
Diác. Misael da Silva Cesarino
Na festa de São Judas Tadeu 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
É POSSÍVEL VIVER SANTIDADE NA POLÍTICA!
É
POSSÍVEL VIVER SANTIDADE NA POLÍTICA!
Caros leitores e
eleitores, “Refletindo...” volta novamente ao assunto sobre a
política, até porque já estamos em plena campanha eleitoral para as prefeituras
municipais das grandes e pequenas cidades – municípios. É um tempo de
refletir é tomar decisão consciente, porque ela implicará no destino dos
municípios pelo menos por quatro anos. Mas, ao meu entender não basta só os
eleitores tomar as devidas cautelas para uma decisão “acertada”, é preciso que
os que se apresentam como candidatos a prefeitos ou vereadores sejam pessoas íntegras.
Fiquem atentos os
incautos para o fato de que, não se fica um homem ou mulher qualificado, isto é
“bonzinho, santo, cheios de virtudes franciscanas, vicentinas, carismáticas,
etc.” de hora para outra. Santidade é uma vida centrada diariamente em cristo.
Também, não se fica um católico ou evangélico qualificado, isto é convertido só
no período eleitoral. O que observamos é nessa época de eleição um corre-corre
as igrejas de indivíduos que durante suas vidas viveram como se elas – igrejas
- não existissem e agora se apresentam com “cara de anjos”, para sensibilizar
os fiéis. Os famosos convertidos da santa eleição.
A santidade trata-se da
separação e renúncia daquilo que é impuro, mau e profano, desonesto, pecaminoso
dedicando-se a uma vida de devoção e consagração à Deus. Para nós
cristãos, viver uma vida de santidade
significa abdicar de práticas consideradas abomináveis diante
de Deus, e comprometendo-se com tudo aquilo que e tido como "santo", isto
é, no sentido de ser honesto, limpo,
louvável, correto, benigno e etc. Uma grande maioria
dos nossos candidatos precisam se
qualificar nesse sentido, como seres humanos bons, honestos e morais. Precisam
buscar na fé vivida seja através do cristianismo ou de outras religiões
encontrar Deus, e com Ele viver seu dia a dia, pois o homem que não vive
comunhão com Deus e não o carrega no coração vira “bicho”. E bicho meus amados,
vive segundo seus instintos animalescos. Aliás, os políticos não precisam ser
“santos”, mas precisam ser humanos, filantropos, precisam cultivar a caridade
no coração, pois ela é a única virtude que carregamos para a eternidade.
Quero lembrar aos
nossos candidatos que, existe na Igreja um santo, proclamado Padroeiro dos
Governantes e dos Políticos que soube testemunhar até ao martírio a dignidade
inalienável da consciência. Dele emana uma mensagem que atravessa os séculos e
que fala aos homens e mulheres de todos os tempos dessa dignidade da
consciência que deve permear a vida dos nossos governantes e políticos. Esse
santo é chamado de São Tomaz Moro,
que chegou a pensar em ser um religioso vivendo por quatro anos num mosteiro,
mas desistiu. Aos vinte e dois anos, já era doutor em direto e um brilhante
professor. Como não tinha dinheiro sua diversão era escrever e ler bons livros.
Além de intelectual brilhante tinha uma personalidade muito simpática, um
excelente bom humor e uma devoção cristã arrebatadora. Como eu disse
anteriormente, ele tentou tornar-se um religioso “franciscano”, mas sentiu que
não era o seu caminho. Então, decidiu pela vocação do matrimônio. Casou-se,
teve quatro filhos, foi um excelente esposo e pai, carinhoso e presente. Mas
sua vocação ia além, ela estava na política e na literatura.
No ano de 1529, Tomás
Moro era o chanceler do Parlamento da Inglaterra e o soberano era o rei
Henrique VIII. Mesmo entranhado no poder real Tomás Moro nunca se afastou
dos pobres e necessitados, ele regularmente os visitava para melhor atender
suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais, mas
também de pessoas humildes, preferindo a estes mais que aos ricos. Ele evitava
a todo custo o envolvimento com a vida sofisticada e mundana da corte. Era
muito admirado e amado por sua esposa e seus filhos, pelo caráter, pela
honestidade e pelo bom humor, que lhe era peculiar em qualquer situação. Ao longo de toda a sua vida, foi um marido
e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e
intelectual dos filhos.
Ele foi martirizado
no meio de uma grande controvérsia, quando o rei Henrique VIII tentou desfazer
seu legítimo matrimônio com a rainha Catarina de Aragão, para casar-se com a
cortesã Ana Bolena. Isso envolveu a Igreja, a Inglaterra e boa parte do mundo,
fato que contrariou todas as leis da Igreja que se baseiam no Evangelho e que
reconhece a indissolubilidade do matrimônio. E para fazer a vontade do rei, o
Parlamento Inglês curvou-se e publicou um documento tido como “Ato de
Supremacia”, que proclamava o rei e seus sucessores como chefes temporais da
Igreja da Inglaterra. Diante disso, o rei mandou prender e matar todos
seus opositores. Entre eles estavam o chanceler Tomás Moro e o bispo católico
João Fisher, as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o
primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de
Tomás, que não aceitou o pedido de sua família para renegar a religião católica,
sua fé e, ainda, fugir da Inglaterra.
Morreram por não concordar com os “conchavos da corte” e manter a dignidade das
suas consciências. Ambos foram canonizados na mesma cerimônia pelo
papa Pio XI, em 1935, que indicou o dia 22 de junho para a festa de ambos, e o
saudoso papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More “Padroeiro dos
Políticos”. Portanto senhores candidatos, exemplos e testemunhos de coerência
política e dignidade de consciência há, basta segui-la.
Lembrem-se senhores
candidatos, quando o homem ou a mulher prestam ouvidos aos apelos da verdade,
sua consciência será guiada com segurança e consequentemente os seus atos são norteados
para o bem. É precisamente por causa do testemunho de vida que evoquei nesta
reflexão São Tomás Moro, (nome
sugestivo nesse tempo da Lava Jato) que derramou o seu sangue em favor da
verdade sobre o poder e os conchavos na corte. Ele deve ser para os que
pleiteiam cargos político um exemplo imperecível de coerência ética e moral
diante do sofrimento do nosso querido povo. Mesmo que não seja você cristão,
ainda que esteja fora da Igreja católica, mas que se sente chamado a guiar o
destino da nossa cidade faça da sua vida uma fonte de inspiração, para que
tenhamos uma política que visa não as benesses dos seus mandatários, mas tenha
como termo o serviço da dignidade da pessoa humana.
Portanto, é possível
viver santidade na política!
Paz e bem!
Diác. Misael da Silva Cesarino
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
COORDENAR É UMA TAREFA DIFÍCIL!
COORDENAR
É UMA TAREFA DIFÍCIL!
Na Igreja de Jesus, todos os
membros são fundamentalmente iguais em dignidade, distinguindo-se entre
si pelo serviço que prestam à comunidade (cf. LG. 32). Estes membros são Bispos, Presbíteros, Diáconos,
Religiosos e Leigos. Assim, para continuar a obra do Senhor neste
mundo, há na Igreja funções eclesiais
privadas e públicas, hierárquicas e laicais, ordinárias e extraordinárias.
Porém, numa relação de cooperação e de coresponsabilidade e
entre todos. Daí que a corresponsabilidade afeta não só a hierarquia
mas a todo o povo batizado. Todos
somos Igreja. Ser igreja é a forma de ser cristão comum a todos os
batizados, assim como também o discipulado e o mandato missionário
pertence a todos nós.
Portanto, Servir ao Senhor Jesus Cristo é um
enorme privilégio para qualquer católico batizado, mas servi-lo como um
Coordenador de Pastoral, seja ministro ordenado ou não é muito mais. Muitas
pessoas em nossas comunidades eclesiais pensam que exercer o ministério de
coordenação pastoral seja no ministério
laico ou ordenado é tarefa fácil. Talvez pensem assim, porque elas não entendem
a complexidade do cumprimento de tão difícil tarefa.
Ser um coordenador de pastoral é muito mais que ser um executor de tarefas
eclesiais... Ser Coordenador é ter
alma e coração de pastor, é sentir paixão pelas almas, aquelas
que estão próximas e as que estão afastadas. É desejar a qualquer custo
salvação do outro de forma tão intensa, que nos leve à atitude missionária e
solidária de repartir com ele o tesouro encontrado (Jesus), pois “Todos
os homens são chamados a pertencer ao Povo de Deus” (LG. 13).
Ser Coordenador de Pastoral é chorar com os que choram, é dar o ombro para
o entristecido, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma
porção de vezes. Ser Coordenador é não
ter outro interesse senão o da vida no Senhor Jesus Cristo.
Ser Coordenador é não se envolver
nos negócios e maquinações maléficas deste mundo, buscando a massagem
para o ego, a fama e a posição diante dos homens. É saber dizer não mesmo
quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres
e não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do
lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa.
Ser Coordenador é não envolver-se
em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do
respeito, do carinho e da disciplina. Ser Coordenador é revestir-se de um espírito abnegado,
dividir o tempo, compartilhar o amor, exortar os insubmissos, confrontar os
rebeldes, consolar os que sofrem.
Ser coordenador é
esmerar-se na leitura orante da Palavra
de Deus, dedicar tempo a preparação de estudos e reflexões sobre a Palavra.
Ser Coordenador é defender sempre a doutrina e o magistério da Igreja
protegendo-os de falsos ensinamentos, mestres e profetas.
Ser coordenador é ter espirito de unidade, ainda que em
situação adversa. Ser Coordenador é manter um estreito vínculo de comunhão com seu Pároco, vigário e
diácono. Ser Coordenador é em todo tempo, a todo momento e a todo custo
através de palavras, atitudes e comportamento defender sua Igreja, sua Comunidade e seus pastores.
Ser Coordenador é saber lidar com elogios, mas também com
as pedradas, afagos e injustiças, beijos e descasos. Ser Coordenador é entender
a todos sem ser compreendido, é aquele que deve perdoar, mas quando
erra ao invés de ser perdoado é o primeiro e único a ser condenado.
Ser Coordenador é
glorificar a Deus pelas bênçãos conquistadas pelos irmãos, e chorar pelas
perdas irreparáveis dos que conosco convivem. Ser Coordenador é saber celebrar
a vida e a morte, é ter palavras de conforto e consolo em meio ao sofrimento
alheio.
Ser Coordenador é saber ouvir com paciência as lamúrias
dos que gemem, é aconselhar sabiamente os que se encontram confusos. Ser
Coordenador é ser um amigo próximo e companheiro.
Ser coordenador é assumir
uma atitude de não tomar parte “na
roda dos escarnecedores”, dos difamadores”, mas orar nos momentos difíceis da sua comunidade. Ser Coordenador de Pastoral
é uma bênção, mas com certeza não é uma missão fácil!
Ser coordenador é entender que a Igreja é composta de santos e pecadores, e que temos
cristãos carnais e espirituais. Enfim, temos todo tipo de
gente, boa e ruim, e tudo isso para o Coordenador de
Pastoral cuidar. E, isso não é tarefa fácil. Então para conseguir
coordenar essa “Arca de Noé”
o Coordenador de Pastoral tem que ter um coração
misericordioso, muito amor, prudência, paciência, discernimento, etc. Pensemos nisso!
Diác.
Misael
No
dia de Santa Clara
11/08/2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
O SAPO BARBUDO E A TARTARUGA ADORMECIDA.
Qualquer
semelhança é mera coincidência!
Conta-se
que um dia um "sapo barbudo"
tornou-se rei de um lago azul, cercado por lindas matas verdejantes, sobe um
céu estrelado, onde tudo se encontrava em ordem e progresso, após os habitantes
daquele lago terem passado por terríveis ataques de "gafanhotos verdes",
que causava terror e pânico.
Conta-se que um determinado dia houve um grito de
liberdade no lago e os "gafanhotos verdes" abandonaram o lago e seus
habitantes puderam circular pelo mesmo com muita liberdade e sem medo. Foi após
o período dos "gafanhotos verdes", que o "lago azul" que o
trono do "lago azul" foi assumido por um "carcará de bigode",
que precisou todos os dias do seu reinado cunhar moedas de ouro para que o já
sofrido habitantes do lago pudesse comprar o pão de cada dia, eis que passado
alguns anos, ele foi posteriormente substituído por um "tucano inteligente"
que com maestria reinou no lago azul por longo oito anos.
Dizem que o
"Tucano inteligente" arquitetou com os membros da realeza da sua côrte
um "plano real" de recuperação do poder de sobrevivência dos
habitantes do "lago azul", e dizem até hoje que o "plano
real" foi um sucesso, colocando o "lago azul" em lugar de
destaque entre os demais "lagos do mundo".
Foi então que um
determinado dia o lago azul acordou sob o reinado de um "sapo
barbudo" muito feio, que foi aclamado
rei pelo povo. Este sapo aproveitou o "plano real" do tucano
inteligente, e com ele fez distribuição de benefícios a uma determinada classe
de moradores do "lago azul", que a ele ficaram eternamente
agradecidos.
Passaram-se quatro anos e
houve uma epidemia de "bobeira" em uma grande parte nos habitantes do
reino do "lago azul", e o "sapo barbudo" oportunista como
era continuou o seu reinado. Um belo dia ele já não podendo mais cuidar do seu
reino, abdicou-se do trono em favor de uma "tartaruga adormecida".
Conta-se que a "tartaruga adormecida" fez uma grande lambança no
reino daquele belo "lago azul". Dizem que a lambança foi tão grande
que os habitantes, começaram adoecer e morrer, a passar fome, pior, não tinham
mais alegria, e nem perspectiva de dias melhores, pois o "lago azul"
havia transformado num abismo aterrorizante. O "lago Azul" que era pujante,
varonil e que a noite recebia as benção do cruzeiro do sul, passou a ser
saqueado por um antro de aves de rapina que levaram a riqueza daquele reino.
A
"tartaruga adormecida" a exemplo do "sapo barbudo" não viu
nada, não sabia de nada. Diz a história que um dia apareceu um "tubarão mouro"
no "lago azul" e começou a fazer justiça em favor dos habitantes do
lago, e com seus dentes afiados começou a mutilar as "aves de
rapinas", quebrando suas pernas, suas azas, enfim deixando-as mutiladas e
incapacitadas para voar. Esse "tubarão mouro" tocou um terror tão
grande na região do lago, que as bicharadas se pelavam de medo dele.
Mas, aconteceu uma das aves feridas, com muito
medo de ser depenada pelo "tubarão mouro", pediu-lhe clemência, e
prometeu contar para o "tubarão mouro" que havia uma
"jararaca estrela" que já há muito tempo era a comandante dos ataques
das aves de rapinas no "tesouro negro" do "lago azul", e que esta "cobra" já havia sido o
soberano dele. E o "tubarão mouro" mais que depressa foi atrás da
"jararaca estrela" e qual foi
a sua grande surpresa, encontrou um "sapo barbudo" que acuado apanhado pelo "tubarão mouro"correu pedir
proteção para a "tartaruga adormecida", que até os dias de hoje governa o "lago
azul". E a história continua...
Misael da Silva Cesarino
terça-feira, 11 de agosto de 2015
O CATÓLICO GENÉTICO
O evangelho
de São João descreve que muitas pessoas estavam seguindo Jesus no inicio do seu
ministério. Diz que “Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a
festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, à vista dos milagres que fazia. Mas
Jesus mesmo não se fiava neles, porque os conhecia a todos”. (Jo 2, 23-24)
A pergunta
que não quer calar é, por que Jesus não se fiava neles? Porque Ele sabia que
aquelas pessoas acreditavam Nele com as mentes e não com os corações. Isso nos faz crer que existe uma grande
diferença entre uma fé intelectual, uma fé genética e a conversão do coração,
da conversão total que salva a alma cristã. Há muitas pessoas que se
tornaram “cristãos católicos genéticos”,
isto é, por uma “fé” transmitida por
tradição de família, uma “fé” inconsequente, uma “fé” que nunca os levaram a
uma autentica conversão ao Senhor. Ser
cristão implica em uma mudança, um modo novo de viver. Implica ser
discípulo de Jesus! E o
discípulo é uma pessoa que segue os ensinamentos de um mestre.
O ser
humano alimenta em si uma demanda por
mudanças, por transformações. A inércia é geralmente um sinônimo de não
vitalidade. E assim acontece na fé cristã, quando passamos pela transformação,
pela conversão ao Senhor, nos tornamos vivos em Cristo, nos tornamos seus
discípulos. Como parte da teologia cristã, a
conversão nos faz melhor, vivendo uma fé mais autêntica, mais dinâmica.
Ser cristão hoje, aliás, sempre, exigiu uma mudança no modo de “ser e viver” do batizado, pois, se o
seu “ser” cristão for igual ao
proceder dos descrentes, é necessário duvidar da fé que se vive.
Para viver
um cristianismo sadio, uma fé cristã autentica é preciso existir uma conversão da vontade. É preciso
existir uma autentica determinação de seguir
e obedecer ao Senhor Jesus. Quando há uma conversão verdadeira aos pés
do Senhor, o próprio Espírito Santo faz nos perceber que somos pecadores, Ele
fará com que nossa fé seja dirigida ao Cristo que morreu em nosso lugar. Quando
abrimos nosso coração ao Espírito de Deus, realiza-se
em nós o milagre da vida nova. Tornamo-nos verdadeiramente pessoas moralmente correta e invadidos
pela natureza divina. A nossa transformação em um homem espiritual não
significa que não haja impacto em toda nossa amplitude humana, pois o homem
espiritual é sempre um homem posto no tempo e no espaço, condicionado e
condicionante de relações pessoais e materiais.
Se a
conversão é autentica posso
continuar a amar o que eu amava antes, porém as razões para amar serão
diferentes, pois o convertido amará o
bem que um dia detestou e detestará o pecado que um dia amou. O homem
novo tem seus sentimentos com relação a Deus mudado, pois se no passado
negligenciava Deus, agora mergulha numa completa reverencia à Ele.
Acredito
que não basta ser um católico, não basta ser batizado, não basta ser de missa
diária, se não houver um coração convertido. O próprio Senhor disse que para
chegar ao céu é preciso se converter, transformar. Não sou eu que digo, mas o
Senhor quem diz: “Em
verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como
criancinhas, não entrareis no Reino dos céus”. (Mt 18,3) É de grande significado que Jesus não
tivesse dito às crianças para imitarem os seus discípulos, mas aos seus
discípulos para que imitassem as crianças. Isso porque pela fé inocente, todos
têm uma oportunidade de ser salvo, desde o débil mental ao intelectual, mas
desde que se converta de coração ao Senhor Jesus
Muitos
cristãos católicos se dizem religiosos, mas, não entendendo a graça, vivem numa
relação de mérito e retribuição com Deus, vivendo
uma religiosidade da troca e do interesse. Isso gera a apatia. A
apatia, por sua vez, cria esse marasmo da fé, onde as verdades do Evangelho, os
Sacramentos, não produzem senso de missão e propósito, de modo que o católico
apático vive "empurrando" Cristo com a barriga e é inoperante na missão do Reino.
Esses
cristãos católicos genéticos
têm que se desenvolver, pois é a vontade de Deus que eles se desenvolvam com
plenitude e se tornem maduros em Cristo. Seria contra a vontade de Deus eles
continuarem bebês na fé, uns anões espiritual, 2º Pedro, 3,18, diz que devemos
crescer. Mas, quando cresce e o coração se abre a Cristo, ele lê as Sagradas
Escrituras apaixonado e impactado pela mensagem impressionantemente
surpreendente do Deus que se entregou na cruz em amor a nós. A contemplação de
Cristo eucarístico é como o espelho que contempla e reflete. E quando se
contempla o verdadeiro Cristo não poderá permanecer na incredulidade, no engano
ou na apatia.
Diz - se
que certo fazendeiro trouxe um porco para dentro de casa. Deu-lhe um belo
banho, poliu seus cascos, passou perfume em seu corpo, amarou uma fita com uma
medalha em seu pescoço e o colocou na sala de estar. O porco parecia muito
belo. Parecia até aceitável à sociedade e para os amigos que o visitavam. Após
o banho estava tão fresco, cheiroso e limpo, que dava gosto vê-lo. Tornou-se um
animal de estimação, muito agradável e amigo, por alguns minutos. Mas, assim que o fazendeiro abriu a
porta da sala, o porco fugiu e pulou
na primeira poça de lama que encontrou. Por quê? Porque no fundo continuava a ser um porco. Sua natureza não tinha mudado.
Mudara-se exteriormente, mas não interiormente.
Mas se pegarmos um carneiro
e fizermos o mesmo com ele, depois soltá-lo no quintal, ele fará tudo o possível para evitar a lama.
Por quê? Porque sua natureza é de
carneiro.
Assim, é
preciso tomemos cuidado para não ser igual a um católico genético, aquele pode até ter aparência de bom
cristão, viver intensamente um ativismo religioso, ter até prática sacramental
regular, pode até manter aparência de um santo. Talvez por um tempo engane os
amigos, os padres e seus irmãos com suas práticas religiosas, mas coloque-o
fora da Igreja, num clube, numa noitada de bar e verá sua verdadeira natureza
ressurgir. Sabe por que ele age desta
forma? Porque sua natureza
não mudou, não foi transformada, não se fez discípulo de Jesus.
Na época de
Jesus, havia um homem chamado Nicodemos. Este era muito religioso. Tinha vida
religiosa intensa, mas não conseguia substituir sua religiosidade por uma “vida nova”, uma vida
transformada. Ele era um grande conhecedor da religião, mas não conseguia
substituir o conhecimento religioso por um renascimento
espiritual. Ler: Jo 3,3: Jesus
replicou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não
poderá ver o Reino de Deus.
É ai que eu
quero chegar, ninguém se torna cristão somente em consequência de um processo
de educação religiosa. Daí que muitos católicos
genéticos desconhecem a essência da experiência cristã do discipulado,
porque foram só educados para uma vida religiosa. Não houve mudança interior no coração. Isso não é nenhuma
crítica a nossa Catequese religiosa, mas talvez uma advertência sobre o perigo
do uso impróprio da educação religiosa, quando
esta substitui a experiência
cristã do encontro pessoal com o Senhor Jesus Cristo Vivo e ressuscitado.
Paz e Bem!
Diác. Misael da Silva Cesarino
quarta-feira, 11 de junho de 2014
O VIRUS DA CORRUPÇÃO.
É temeroso, vergonhoso, e acima de tudo
pecaminoso, constatar o que a maldita corrupção provoca na sociedade
brasileira. Ela é como um vírus perigosamente contagioso que atinge diversos
setores da nossa sociedade, como ONGs, sindicatos das categorias e até algumas
igrejas; mas não são estes setores da sociedade que mais preocupam nossa
população, mas sim a política, pois é nela que esta praga está mais presente,
este é o setor que mais direta e indiretamente atinge um número significante de
vítimas.
A corrupção destrói famílias, matas
pessoas, cauteriza as consciências, gera uma sociedade de mentalidade obtusa.
Ela atinge os poderes públicos nas mais diversas esferas, até mesmo naquelas
instituições de última instância, que tem por dever zelar e guardar
constituição brasileira, aliás, nos poderes públicos federais, estaduais e
municipais ela é endêmica. A crise ética e moral na política brasileira exige
urgentemente uma reforma radical em nossas instituições democráticas nas
diversas esferas de poder. Mas o principal problema a ser enfrentado é a crise
de integridade pessoal e participação social. É preciso repensar também a
postura ética e o engajamento social e político do cristão nesse
contexto.
A história no relata que em determinado momento de
grandes contagio da sociedade humana por alguns vírus nocivos a saúde, foi
preciso mobilização da sociedade como um todo. Governos fazendo sua parte e a
sociedade dando a sua contribuição. Portanto, sabemos que estamos lidando com
um vírus mortal e precisamos combatê-lo, e combater a corrupção não é uma
tarefa fácil, pois estamos lidando com "pecado grave" a ganância
humana, que sem escrúpulo é capaz de se aproveitar das mais absurdas situações,
como exemplo dos desastres naturais: enchentes, desmoronamentos, tempestades
que resultam em morte de milhares de pessoas e que deixam desabrigadas tantas
outras.
Uma grande prova de que a nossa política está
infectada por inteira pelo vírus da corrupção, é o que se manifesta em seu mais
grave sintoma: a compra de votos,
através de brindes, de ajuda financeira, e o mais grave de todo o clientelismo
através de ajuda financeira institucionalizada (as tais bolsas...) que gera e
perpetua dependência e comodismos em troca de votos. A corrupção é gerada por
uma cultura paternalista de troca de favores. Este vírus maldito está em
Brasília e nas grandes e pequenas cidades do nosso Brasil. Esse tipo de
corrupção institucionalizada forma um exército de gente manipulada, que cuja
capacidade de pensar fica ofuscada pelas benesses, e porque seus interesses
também são escusos, e estes "beneficiados" perpetuam pelo seu voto os corruptos no poder.
Nos cristãos temos uma responsabilidade
muito grande neste processo de erradicação dessa praga endêmica: a
corrupção. Esse vírus é um pecado
estrutural e nos envolve também. Não podemos ser omissos e muito menos
comprometidos com candidatos ou políticos corruptos. O Senhor Jesus disse que
os cristãos são a luz do mundo e o sal da terra, por isso devemos nos envolver
nela batalha, pois com toda certeza o fato de haver tantos escândalos no meio
político é justamente pela ausência de cristãos, isto é de pessoas honestas e
íntegras. Quando falo cristão, não me refiro aos cristãos nominais, sim aqueles
que praticam a fé cristã e são fiéis ao seguimento do Senhor e ao Evangelho. Se
nós aplicássemos os princípios cristãos na política, com certeza ela não teria
chegado ao nível em que se encontra hoje.
Diante de tamanho desafio é preciso que
cada cristão cultive o desejo de ser um exemplo, não se amoldando com as
atitudes pecaminosas deste mundo. Nossa atitude cristã deve ser de resistir e
perseverar, devemos ser como um córrego que insiste em correr no meio de uma
terra ressequida. Devemos querer e fazer o que é certo e verdadeiro a qualquer
custo. O desejo de Deus é que cada cristão pratique a justiça no meio desta
sociedade corrupta e injusta, porque ela jaz mergulhada no pecado. O cristão
deve ter Jesus como seu modelo, modelo que posso adotar e perseguir
incansavelmente, sem nenhuma paranoia, muito menos uma loucura perfeccionista,
mas com a disposição de assumir a responsabilidade de ser sal e luz. (conf. Mt.
5,13-16).
Finalizo esta reflexão na firme esperança de que vamos
caminhar juntos lutando para erradicar este vírus da corrupção, sem pecar pela
omissão, vamos fazer valer nossa condição de filhos e filhas de Deus, e não de
filhos e filhas deste mundo. A Sagrada Escritura diz que o cristão deve
literalmente fugir da carne, isto é o pecado, mas resistir ao diabo, isto é o
mal. Portanto não podemos acovardar, temos de encarar de frente esta questão, pois
se há uma doença viral endêmica no meio
político, precisamos erradicá-la, se no meio político há trevas, precisamos ser
a luz. Se nós não fizermos a nossa parte, com certeza o vírus da corrupção irá
perpetuar-se e dizimará nossa sociedade. Pensemos nisso na hora de votar!
11/06/2014
Diác. Misael da Silva Cesarino
domingo, 8 de junho de 2014
NÃO ANDAR SEGUNDA A CARNE
Baseado no ensinamento do Apóstolo Paulo aos romanos há duas maneiras
da gente viver: segundo a “carne” ou
segundo o “espírito”. “De agora em diante, pois, já não há nenhuma
condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo. A lei do Espírito de Vida me
libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte.” (Rm 8,1-2)
Nos ensinamentos bíblicos, “carne”
não é a mesma coisa que “corpo”.
Pois, segundo as Sagradas Escrituras o ser humano, é uma personalidade complexa
e integrada. Ele é um “ser” composto
organizado de “corpo e alma espiritual”.
Ele é corpo humano precisamente porque é animado pela alma espiritual, e é a pessoa humana
inteira que está destinada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do
Espírito. Quando a pessoa humana escolhe viver de acordo com o Espírito Divino,
dizemos que ela vive “segundo o Espírito”.
Quando a pessoa humana escolhe viver contrariamente ao Espírito Divino, dizemos
ela vive “segundo a carne”.
A grande diferença, ou o diferencial entre o viver estes dois estilos
de vida é Jesus Cristo. Estar “em Jesus Cristo”
é o mesmo que aceitar sua soberania, seu senhorio na própria vida, tanto ordem
física, quanto de ordem espiritual. Isto não significa dizer que precisamos negar
as necessidades legítimas e essenciais do corpo no dia a dia.
Estar “em Jesus Cristo”
significa aceitar os ensinamentos e o senhorio do Senhor Jesus, nas situações
das e necessidades legítimas do nosso corpo. Ser cristão, portanto, é estar “em Jesus Cristo” e, consequentemente,
é viver “segundo o Espírito”. Viver
segundo a carne é o oposto de ser cristão. É o mesmo que negarmos a eficácia do
poder de Cristo. Paulo nos afirma “A lei do Espírito de Vida me libertou...”.
A “verdade” que liberta é o Senhor
Jesus, pelo seu Espírito Santo.
A “vida segundo a carne” é a vida a nível
natural e que a “vida segundo o Espírito”
é a vida a nível sobrenatural. Viver a “vida
segundo Espírito” é viver numa comunhão tranquila com o Espírito de verdade
que nos habita. Viver a “vida segundo o Espírito” é contemplar o
coração manso e humilde de Nosso Senhor, pleno de bondade, ternura, amor e
compreensão… Sempre pronto a nos acolher e nos renovar para amar. Viver a “vida segundo o Espírito” é
apresentar a Ele nossos cansaços e fadigas, tristezas e desilusões, enfim, os
percalços de cada dia, na certeza que jamais sairemos de mãos vazias. E diremos
como o Salmista: "Se
todo um exército se acampar contra mim, não temerá meu coração. Se se travar
contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança" . Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar
na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do
Senhor e contemplar o seu santuário. (Sl 26,3-4)
Portanto, aqueles que buscam “estar
em Jesus Cristo”, tem o Espírito Santo como companheiro e, por Ele será
guiado e capacitado para fazer todas as boas obras de Deus, e quando assim
procedemos “... em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude
daquele que nos amou”. (Rm 8,37)
Paz e Bem!
Diác. Misael da
Silva Cesarino
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
TODOS HAVERÃO DE RESSUSCITAR
"Não
admireis, pois vem a hora em que todos os que estão no túmulos ouvirão a voz do
filho do homem, e sairão; os que tiverem praticado o bem, ressuscitarão para a
vida, os que tiverem cometido o mal, ressuscitarão para a condenação"
(Jo
5,28)
Na
morte, que é a separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção,
ao passo que a sua alma vai ao encontro de Deus, ficando a espera de ser
novamente unida ao corpo glorificado. Deus na sua onipotência restituirá
definitivamente a vida incorruptível aos nossos corpos unindo-os as nossas
almas, pela virtude da ressurreição de Jesus (Cf. CIC 997)[1].
Todos os homens ressuscitarão – todos os que morrem: “os
que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram
o mal ressuscitarão para serem condenados”. (Jo 5,29). A graça de não mais morrer será conferida aos
ressuscitados, tanto para os justos, como para os condenados. Para os justos a
imortalidade será igualmente o sinal da
vitória que terão obtido com Cristo sobre o pecado; com efeito, na atual ordem
de coisas o homem sofre a morte não como fenômeno meramente natural, mas como
uma sanção devida à culpa do primeiro pai -Adão-; uma vez consumada a vitória
sobre o pecado e suas conseqüências, será restituída ao homem a graça
paradisíaca da imortalidade. Nada mais poderá ameaçar ou coibir a vida dos
ressuscitados, não mais terá tendência a corruptibilidade. Não terá mais
necessidade das funções de nutrição e geração, elementos que os indivíduos e a
sociedade procuram para perpetuar-se e suprir as necessidades do corpo mortal,
pois serão comparados aos anjos do céu (cf. Lc 20,35). Para os condenados, a
imortalidade não será motivo de alegria, mas sim uma pena aflitiva, pois
entrarão num estado de sofrimento eterno.
Outro fato que podemos supor é o fato
de que os ressuscitados, tanto os justos quanto os injustos, possuirão
todos os órgãos e membros, todas as faculdades que o corpo humano por natureza
possui, ainda que, tenham sido mutilado ou disforme por nascença neste mundo, e
ainda conservará também a distinção de sexo. Esse fato, que reputo um tanto
difícil de compreender decorre do fato de que o homem ressuscitará, conforme o
Plano de Deus, a fim de atingir a consumação a plenitude da vida. Assim sendo,
deverá gozar de tudo aquilo que pertence à natureza humana como tal. Assim,
Deus haverá de restaurar nos corpos ressuscitados os órgãos amputados ou
mutilados nesta vida; Ele dará até mesmo aqueles que o individuo nunca tenha
possuído (olhos, por exemplo, aos cegos de nascimento; os desdentados
recuperaram todos os dentes). Também as unhas e os cabelos integrarão o novo
corpo, estes em quantidade normal, nem deficiente e nem excessiva. Também,
devemos ter em conta que muitos órgãos só têm sua função nas circunstancia
dessa vida terrena e não serão utilizados após a ressurreição; todavia já que
pertencem à integralidade da natureza, não poderão faltar. É de supor que seja
assim, pois nada que não esteja perfeito permanecerá na presença de Deus. Assim,
também, depois do juízo final, o próprio universo, libertado da escravidão da
corrupção, participará na glória de Cristo com a inauguração dos “novos
céus e da nova terra” (2 Pd 3,13). Será assim alcançada a plenitude do
Reino de Deus, ou seja, a realização definitiva do desígnio salvífico de Deus
de “recapitular
em Cristo todas as coisas, as do céu e as da terra” (Ef 1,10). Deus
será então “tudo em todos” (1 Cor 15,28), na vida eterna. A vida eterna é
a que se iniciará imediatamente após a morte. Ela não terá fim. Será precedida
para cada um por um juízo particular[2]
realizado por Cristo, juiz dos vivos e dos mortos, e será confirmada pelo juízo final.
Jesus
histórico, o Cristo de Deus, ressuscitou
com o seu próprio corpo: “Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo;
apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho”.
(Lc 24,39); mas Ele não voltou a uma vida terrestre. Da mesma forma, Nele,
todos ressuscitarão com seus próprios corpos, que tem agora.[3]
Porém esse corpo será “transfigurado em corpo de glória”
(Flp 3,21), em “corpo espiritual” (1 Cor 15,44). O corpo glorificado receberá o
dom da agilidade, pelo qual poderá locomover com presteza, sem conhecer o
cansaço e o obstáculo. Essa agilidade é a consequência do pleno domínio que a
alma bem-aventurada exercerá sobre o corpo.
O
corpo ressuscitado não deixa de ser matéria para se converter em espírito, ele é
matéria autentica, pois deixa ser tocado, “Oito dias depois,... estando trancadas as
portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco! Depois
disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no
meu lado...” (Cf.Jo 20,26-27) e ainda, Jesus come com seus discípulos. (Jo
21, 9-15), contudo ser matéria, mas matéria intensamente penetrada pelo espírito.
Matéria mais rica de qualidade, mais nobre do que as que possuí atualmente. São
Paulo em 1ª Coríntios 15,44 – refere-se ao “corpo espiritual”, isto significa,
um corpo de matéria em que o Espírito
Santo expande plenamente a vida e a glória de Deus.
O
corpo glorificado do justo refletirá a glória da alma, que redundará numa carne
tornada translúcida à semelhança de um vidro. Podemos até dizer que a beleza
sobrenatural do Espírito, recebido no corpo, tomará aspecto visível. Isto de
certo modo, na medida em que o batizado possui a graça santificante, já deveria
acontecer aqui na terra, mas não se dá em vista do corpo ainda estar sujeito às
consequências do pecado. Jesus trazia em sua carne essa possibilidade desde o
seu nascimento em Belém, porém, Ele renunciou voluntariamente, só demonstrando
esse poder na transfiguração no monte Tabor. Na transfiguração Ele permitiu que
transparecesse pelo corpo a glória que Ele trazia na Alma. Jesus diz que “...
no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol...” (Mt 13, 43), será Ele
“que
transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso,
em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura”. (Flp
3,21), e “no dia de sua visita, eles se reanimarão, e correrão como centelhas na
palha”. (Sb 3,7) e ainda promete que “os que tiverem sido inteligentes
fulgirão como o brilho do firmamento, e os que tiverem introduzido muitos (nos
caminhos) da justiça luzirão como as estrelas, com um perpétuo resplendor”. (Dn
12,3).
A
nova matéria glorificada dos justos em nada poderá padecer ou ser molestada,
nada poderá causar alguma dor, isto esta descrito claramente nas profecias
escatológicas da Sagrada Escrituras, como diz o profeta Isaias: “e
fará desaparecer a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de
todas as faces e tirará de toda a terra o opróbrio que pesa sobre o seu povo,
porque o Senhor o disse”: (Is 25, 8) eles “Não sentirão fome nem sede; o
vento quente e o sol não os castigarão, porque aquele que tem piedade deles os
guiará e os conduzirá às fontes” (Is 49,10), e ainda, o livro do
Apocalipse de São João: “porque o Cordeiro, que está no meio do
trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará
toda lágrima de seus olhos”. (Ap 7,16). Na restauração dos fins dos
tempos, as almas se acharem confirmadas na total adesão a Deus; por estar
unidas ao Senhor terão domínio sobre o corpo, haverá ordem perfeita entre a
carne e espírito. As demais criaturas vão reconhecer o lugar eminente do homem
no Plano de Deus, e elas se harmonizaram com o homem num único conserto de
louvor à bondade de Deus.
Quando isso acontecerá? Após o último abalo cósmico deste mundo que
passa, a vinda gloriosa de Cristo acontecerá com o triunfo definitivo de Deus
na vinda de Cristo e com o Juízo final; assim se cumprirá o Reino de Deus. O
juízo final terá lugar no fim do mundo, do qual só Deus conhece o dia e a hora.
Isso acontecerá definitivamente “no ultimo dia” (Jo 6,39-40; 44.54; 11,24),
no fim do mundo, quando o Senhor vier na Sua majestade e todos os Seus anjos
com Ele (cf. Mt. 25,31) e, vencida a morte, tudo Lhe for submetido (cf. 1 Cor.
15, 26-27), (LG 48)[4].
O juízo final (universal) consistirá na sentença de vida
bem-aventurada ou de condenação eterna, que o Senhor Jesus, no seu regresso
como juiz dos vivos e dos mortos, pronunciará em relação aos “justos
e injustos” (At 24, 15), reunidos todos juntos diante dEle[5].
E a seguir a tal juízo final, o corpo ressuscitado participará na retribuição
que a alma teve no juízo particular.[6]
Lembrando que juízo particular é o julgamento de retribuição imediata, que cada
um, a partir da morte, recebe de Deus na sua alma imortal, em relação à sua fé
e às suas obras. Tal retribuição consiste no acesso à bem-aventurança do céu,
imediatamente ou depois de uma adequada purificação, ou então à condenação
eterna no inferno. Cristo nos julgará com o poder adquirido como Redentor do
mundo, vindo para salvar os homens. Neste grande dia os segredos dos corações
serão revelados, bem como o procedimento de cada um em relação a Deus e ao
próximo. Cada homem será repleto de vida ou condenado para a eternidade segundo
as suas obras. Assim se realizará “a plenitude de Cristo” (Ef 4,13),
na qual “Deus será tudo em todos” (1 Cor 15,28).
A Ressurreição dos mortos esta
intimamente ligada, associada à parusia[7]
de Cristo: “Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de
Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão
primeiro”. (1Ts 4,16). Então teremos a visão beatifica, que é a visão
de Deus na vida eterna, lugar em que seremos plenamente “participantes da natureza
divina” (2 Pd 1,4), da glória de Cristo e da felicidade da vida
trinitária. A bem-aventurança ultrapassa as capacidades humanas: é um dom
sobrenatural e gratuito de Deus, como a graça que a ela conduz. A
bem-aventurança prometida coloca-nos perante escolhas morais decisivas em
relação aos bens terrenos, estimulando-nos a amar a Deus acima de tudo.
Se cremos pela fé que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus
trata como Jesus, por Jesus e com Jesus, aqueles que nele morreram. Digo, pela
palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a
segunda vinda gloriosa do Senhor, certamente não precederemos os que já
morreram. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de
Deus, o próprio Senhor descera dos céus, e os mortos em Cristo ressurgiram
primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos seremos "arrebatados" com eles nas nuvens, para o encontro com o
Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolemo-nos uns
aos outros com essas palavras. Amem!
Diác. Misael da Silva Cesarino
[1]
CIC – Catecismo da Igreja Católica - marginal nº 997
[2]
CIC – Catecismo da Igreja Católica - marginal nº 1021
[3]
CIC – Catecismo da Igreja Católica - marginal nº 1042
[4] A Lumen Gentium (Luz dos Povos) é um dos
mais importantes textos do Concílio Vaticano II. e CIC. 1038
[5] CIC .1040
[6]
CIC.1021
[7] Volta gloriosa do Cristo no fim dos tempos,
para o Juízo Final.
Assinar:
Postagens (Atom)


